Já toda a gente falou sobre a saída do Jesualdo Ferreira. A meu ver, do que fui lendo, confundem-se duas coisas. Uma coisa é saber se existiam condições para ele ficar. Outra, completamente diferente, é avaliação pura e simples da sua saída. Sobre isto não tenho dúvidas. A sua saída não é boa para o Sporting.
Não é um técnico excecional. É competente. Haverá muitos outros com o mesmo nível de competência. O que ele dispõe que os outros não dispõem é de autoridade. E isso notou-se. Não me refiro à autoridade sobre os jogadores. Refiro-me à autoridade que lhe advém da forma como é visto pela imprensa e pelos mais diversos agentes do futebolês nacional.
Continuámos a ser gamados. Só que o gamanço saiu mais caro a quem o praticou. Mais, a imprensa não teve as mesmas condições para branquear esses gamanços. O Jesualdo Ferreira dispõe de uma autoridade que mais nenhum outro treinador dispõe. Essa autoridade é fundamental para os tempos que se vão seguir. É que, ao virar da esquina, continuam a estar os do costume à nossa espera.
Espero que os resultados sejam melhores do que os desta época. É quase impossível que o não sejam. Mas, dificilmente, passarão do assim-assim. Não há muita margem para que sejam outros. Quando confrontados com esses resultados, veremos como resistem o Leonardo Jardim e a Direção do Sporting.
A insustentável leveza de Liedson
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Domingo, 19 de Maio de 2013
Apurados
Estamos apurados para a fase de grupos da Taça de Liga. Parece pouco. Parece fácil. Há uns meses atrás, parecia impossível. Vamos ter saudades do Wolfswinkel (sobretudo agora que já escrevia o nome dele de memória). Regressou o Boulahrouz (mais outro que tenho dificuldades em escrever o nome). Para o empandeirarmos, sempre podemos afirmar que, depois de uma longa lesão, acabou a época a titular. Do Adrien não sei se podemos dizer o mesmo.
O Porto ganhou. A tradição ainda é o que era. Quero acreditar que o jogador do Paço de Ferreira que atrasou a bola no primeiro golo não o tenha feito de propósito. Quero acreditar que o jogador do Paços de Ferreira tocou no James Rodriguez. É que, por muito que queira, não posso acreditar que a suposta falta tenha sido dentro de área. Assim, o campeonato acabou em grande. Os campeonatos devem acabar como se espera que decorram desde o primeiro dia.
O Porto ganhou. A tradição ainda é o que era. Quero acreditar que o jogador do Paço de Ferreira que atrasou a bola no primeiro golo não o tenha feito de propósito. Quero acreditar que o jogador do Paços de Ferreira tocou no James Rodriguez. É que, por muito que queira, não posso acreditar que a suposta falta tenha sido dentro de área. Assim, o campeonato acabou em grande. Os campeonatos devem acabar como se espera que decorram desde o primeiro dia.
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Limpar o PIB a meninos
Hoje, um colega transmitiu-me a sua preocupação quanto à evolução do PIB face às previsões do Governo. No primeiro trimestre, registou-se uma redução de 3,9%, bastante acima do previsto (2,3%) para o ano no seu conjunto. Ele próprio avançou algumas explicações. As sucessivas medidas de austeridade, administradas a conta-gotas, geram risco adicional e, portanto, levam à retração do consumo e do investimento. O contexto recessivo europeu tem gerado uma redução da procura externa e, sobretudo, daquela a que se destinam as exportações nacionais.
Mas a explicação pode ser bem mais simples e ele também a avança. Provavelmente, os agentes económicos anteciparam o que ia acontecer ao Benfica e essa antecipação é que explica o comportamento do PIB no primeiro trimestre. Como se vê, os agentes económicos em geral estão muito mais bem informados do que os habituais comentadores do futebolês nacional.
(Aditamento: o Júlio Pereira leva mais longe a minha conclusão. Não só constata que os mercados são omniscientes, como sabíamos, como conclui que não perdoam a quem perde nos descontos)
Mas a explicação pode ser bem mais simples e ele também a avança. Provavelmente, os agentes económicos anteciparam o que ia acontecer ao Benfica e essa antecipação é que explica o comportamento do PIB no primeiro trimestre. Como se vê, os agentes económicos em geral estão muito mais bem informados do que os habituais comentadores do futebolês nacional.
(Aditamento: o Júlio Pereira leva mais longe a minha conclusão. Não só constata que os mercados são omniscientes, como sabíamos, como conclui que não perdoam a quem perde nos descontos)
Sábado, 11 de Maio de 2013
No fim
Há muito tempo que não se via um jogador de meio-campo tão extraordinário. Todo um jogo, um jogo completo, a impedir que o adversário jogasse. O Proença é extraordinário, colossal, o melhor do Mundo. Mas, mesmo com ele, o Benfica perdeu.
O Benfica está a um Danoninho do maior melão da década. Há duas ou três jornadas atrás, estavam, segundo a imprensa, cerca de quinze pontos à frente. Em duas jornadas perderam dezasseis pontos. Nunca uma equipa perdeu tantos pontos em tão poucos jogos.
No fim, o Porto ganha. No fim, o Peseiro perde. No fim, o Jesualdo não consegue. No futebol, são onze de cada lado, a bola é redonda e, no fim, tudo acontece como se previa.
O Benfica está a um Danoninho do maior melão da década. Há duas ou três jornadas atrás, estavam, segundo a imprensa, cerca de quinze pontos à frente. Em duas jornadas perderam dezasseis pontos. Nunca uma equipa perdeu tantos pontos em tão poucos jogos.
No fim, o Porto ganha. No fim, o Peseiro perde. No fim, o Jesualdo não consegue. No futebol, são onze de cada lado, a bola é redonda e, no fim, tudo acontece como se previa.
Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
Estoril Balnear
Não vi nem ouvi o jogo. Apesar de tudo a vida ainda nos vai
oferecendo oportunidades de escolha muitas vezes bem mais agradaveis....como fazer
o jantar para a familía, ao ritmo de um
bom bass jazz e de um maduro simples e descomplexado. O jantar saiu,
como de costume, benzinho. O maduro suficiente. A música, excelente.
Fui despertado
para a realidade pelo urro de um vizinho lampião pelas 21h30. Vizinho a gente
não escolhe, principalmente esta família “mainstream” onde se festejam as
vitórias do Benfica, do Porto, do Braga e de qualquer equipa que jogue contra o
Sporting. Tão “mainstream” que até politicamente festejam vitórias do PSD, PS
ou CDS (este último desde que coligado com um dos outros).
Aí fiquei curioso
mas decidi não estragar logo a noite. Entretanto um amigo leão, também dado ao “pé
frio”, avisa-me que esteve a ver e a torcer pelo Benfica!!! Já era demais. Foi
quando decidi ir saber o resultado e quando o fiz deparei com esta maravilhosa
decisão salamónica, tal como desejava o Leão F*****.
Não vou comentar
os eventos do jogo. Aposto que foi “limpinho, limpinho”. Acho é que para as
Antas queria um árbitro estrangeiro, talvez o
senhor Capellla que tem estado em “banho maria”. Este
será um jogo só ao nível do melhores como ele já provou ser.
SL
![]() |
| Vamos a banhos... |
Domingo, 5 de Maio de 2013
Que o escorpião continue a fazer o seu serviço
O campo do Paços de Ferreira é miserável. Os jogos que se lá jogam não podem deixar de ser miseráveis também. A filmagem do jogo naquelas condições é sempre a cereja em cima do bolo.
Dito isto, este jogo iria ser decidido numa bola parada, num ressalto ou em qualquer coisa do género. Foi assim que aconteceu. Nos últimos jogos tivemos sorte por vezes. Desta vez, tivemos azar.
Mas este jogo permitiu-me testar a parábola da rã e do escorpião. Vi o jogo num café cheio de bracarenses que não resistiram a festejar efusivamente o golo do Paços de Ferreira. Por isso, continuo na minha. Espero que o Estoril faça o que tem que fazer. Aliás, para nossas aspirações esse resultado do Estoril passou a ser completamente irrelevante.
Dito isto, este jogo iria ser decidido numa bola parada, num ressalto ou em qualquer coisa do género. Foi assim que aconteceu. Nos últimos jogos tivemos sorte por vezes. Desta vez, tivemos azar.
Mas este jogo permitiu-me testar a parábola da rã e do escorpião. Vi o jogo num café cheio de bracarenses que não resistiram a festejar efusivamente o golo do Paços de Ferreira. Por isso, continuo na minha. Espero que o Estoril faça o que tem que fazer. Aliás, para nossas aspirações esse resultado do Estoril passou a ser completamente irrelevante.
Humor de bancada
Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
Bruno acaba com camarão e champanhe no intervalo
«Plano de redução de custos chegou à alimentação.
VIP deixam de ter luxos. »
VIP deixam de ter luxos. »
Os
sócios lisboetas, mais entendidos em política interna, já andavam por aí a
ameaçar com o fim da "era do croquete". Nessa altura eu já sofria de alguma ansiedade, mesmo sem nunca
ter merecido tal benesse. Isto porque sonhava secretamente com esses antros e com
esses gloriosos dias para, pelo menos, poder empalar um ou outro “alto” dirigente com os palitos dos ditos croquetes.
Afinal, parece que uns andares acima, o repasto era outro. Agora tremo de todo: anos e anos de “camarão e champanhe”. Isso, se dentro dos prazos de validade previstos pela ASAE e com marcas de mínima qualidade, mesmo não sendo fruto proibido, acaba por ser merenda cara. Apesar de tudo, o mais grave para mim é imaginar a situação de ao intervalo, perante os resultados, abrir o champanhe, só pode ser anedota ou masoquismo...não é de certeza sportinguismo.
Fica no entanto a dúvida: acaba....mas
só ao intervalo? No final e durante os jogos ainda se pode merendar
qualquer coisita? Tipo «pão, queijo e paio, algo bem mais económico».
Ainda continuamos presos ao “panem e circenses”?
Afinal, parece que uns andares acima, o repasto era outro. Agora tremo de todo: anos e anos de “camarão e champanhe”. Isso, se dentro dos prazos de validade previstos pela ASAE e com marcas de mínima qualidade, mesmo não sendo fruto proibido, acaba por ser merenda cara. Apesar de tudo, o mais grave para mim é imaginar a situação de ao intervalo, perante os resultados, abrir o champanhe, só pode ser anedota ou masoquismo...não é de certeza sportinguismo.
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Que se lixe a rã
A identidade de um clube forja-se por si própria e por oposição à dos outros. Não há Sporting sem Benfica, como não há Benfica sem Sporting. Essa identidade é evolutiva e marcada por contextos históricos. É assim que as coisas funcionam.
Isto tudo tem que ver com o próximo jogo do Benfica contra o Estoril. É do nosso interesse que o Benfica ganhe. Só que aqui entra a parábola da rã e do escorpião. Por muito que isso nos possa custar, não há nada que mude a natureza.
Isto tudo tem que ver com o próximo jogo do Benfica contra o Estoril. É do nosso interesse que o Benfica ganhe. Só que aqui entra a parábola da rã e do escorpião. Por muito que isso nos possa custar, não há nada que mude a natureza.
Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
Limpinho, limpinho
Domingo, 28 de Abril de 2013
Falta futebolês pós-moderno no ataque
Fim-de-semana fora. Saio de Ourém e fico a saber que o Ouriense tinha acabado de se sagrar campeão de futebol feminino. Fico a pensar que se tivesse ido a Alvalade ganhávamos o jogo de caras.
Venho pelo caminho a ouvir o relato. A coisa começa bem. O Bruma parece um autêntico quebra-cabeças e o Capel mete a primeira lá dentro. Na primeira parte, pelo que ouvi, controlámos o jogo. Não deixámos o Nacional chegar à nossa área, quanto mais rematar com perigo. Mas, por isto ou por aquilo, acabámos por não marcar mais nenhum.
Chego a Braga e vou ver o jogo ao café da esquina. As coisas estavam a ficar feias. Fiquei com a sensação que fisicamente a equipa não conseguia acompanhar o ritmo do adversário, sobretudo o meio-campo. O Adrien, o André Martins e o Capel estavam mais para lá do que para cá. O Jesualdo percebeu cedo que estávamos a ir por mau caminho. Procurou recompor o meio-campo. Tirou o André Martins e o Adrien e meteu o Schaars e o Labyad. Quando parecia que estávamos a equilibrar o jogo, o Bruma faz uma asneira e o Nacional marca. É um miúdo, um miúdo habituado a atacar e que, de repente, se viu virado para a sua própria baliza sem saber bem o que fazer à bola. Às vezes uma biqueirada é a melhor solução.
Entra o Viola e abana com o jogo. O Ilori faz um corte absolutamente notável. Bola lá, bola cá, até que surge o golo. O improvável Rojo teve direito ao seu dia. Depois, conseguimos controlar o jogo. O Capel aprendeu imenso com o Jesualdo. Levou a bola para a linha e lá foi encanando a perna à rã, uma e outra vez.
A equipa melhorou muito, mas não melhorou ainda o que pode, e deve, melhorar. Recorrendo ao futebolês pós-moderno, falta “agressividade ofensiva” e “melhor definição dos lances de ataque”. Há sempre alguém que no momento decisivo hesita: remata quando devia passar, passa quando devia rematar, centra um pouco para trás ou um pouco para a frente. E a equipa também não pode depender quase exclusivamente do Wolfswinkel. Os médios e os extremos têm de marcar mais golos. Só assim os defesas são surpreendidos. É que, como aconteceu em vários lances, os defesas sabem que, mais tarde ou mais cedo, vamos acabar a tentar meter a bola no Wolfswinkel.
Venho pelo caminho a ouvir o relato. A coisa começa bem. O Bruma parece um autêntico quebra-cabeças e o Capel mete a primeira lá dentro. Na primeira parte, pelo que ouvi, controlámos o jogo. Não deixámos o Nacional chegar à nossa área, quanto mais rematar com perigo. Mas, por isto ou por aquilo, acabámos por não marcar mais nenhum.
Chego a Braga e vou ver o jogo ao café da esquina. As coisas estavam a ficar feias. Fiquei com a sensação que fisicamente a equipa não conseguia acompanhar o ritmo do adversário, sobretudo o meio-campo. O Adrien, o André Martins e o Capel estavam mais para lá do que para cá. O Jesualdo percebeu cedo que estávamos a ir por mau caminho. Procurou recompor o meio-campo. Tirou o André Martins e o Adrien e meteu o Schaars e o Labyad. Quando parecia que estávamos a equilibrar o jogo, o Bruma faz uma asneira e o Nacional marca. É um miúdo, um miúdo habituado a atacar e que, de repente, se viu virado para a sua própria baliza sem saber bem o que fazer à bola. Às vezes uma biqueirada é a melhor solução.
Entra o Viola e abana com o jogo. O Ilori faz um corte absolutamente notável. Bola lá, bola cá, até que surge o golo. O improvável Rojo teve direito ao seu dia. Depois, conseguimos controlar o jogo. O Capel aprendeu imenso com o Jesualdo. Levou a bola para a linha e lá foi encanando a perna à rã, uma e outra vez.
A equipa melhorou muito, mas não melhorou ainda o que pode, e deve, melhorar. Recorrendo ao futebolês pós-moderno, falta “agressividade ofensiva” e “melhor definição dos lances de ataque”. Há sempre alguém que no momento decisivo hesita: remata quando devia passar, passa quando devia rematar, centra um pouco para trás ou um pouco para a frente. E a equipa também não pode depender quase exclusivamente do Wolfswinkel. Os médios e os extremos têm de marcar mais golos. Só assim os defesas são surpreendidos. É que, como aconteceu em vários lances, os defesas sabem que, mais tarde ou mais cedo, vamos acabar a tentar meter a bola no Wolfswinkel.
Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Está-se a exigir demais
Ao que me informam, o Capela levou “bom mais” pela arbitragem do Benfica-Sporting. Uma pergunta se impõe: é humanamente possível pedir muito mais a um árbitro? Quatro penalties não marcados que prejudicam uma equipa e quatro a favor da outra que não tenham sido? Duas ou três expulsões perdoadas a uma equipa e duas ou três expulsões injustas da outra? Se não chega uma dezena de decisões contra uma equipa, qual é o limite? O Capela vai longe, como muitos afirmam. Mas podia ir muito mais se a exigência não fosse tanta.
Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
Limpinho
O Benfica pode jogar sem o Capela? Poder, pode. Só não é a mesma coisa. Não, não jogaram com o Bayern ou o Dortmund. Jogaram com o Fenerbahçe, que se deu ao luxo ainda de falhar um penalty e mandar três bolas ao poste.
O meu Cinema Paraíso
O Académico de Viseu subiu à segunda liga. Sou de Viseu. Sou do Académico de Viseu. O Académico de Viseu é uma parte importante da minha infância e adolescência. Lembro-me de muitas coisas. Envelhecer é isto mesmo. Vivemos com o passado mais presente e sem futuro.
Lembro-me de ir a Lordelo com o meu pai, na nossa 4L, ver o último jogo da liguilha que nos levou pela primeira vez à primeira divisão. Um golo de Pedro Paulo deu-nos o empate. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Procurei saber quem são hoje os jogadores e o treinador do Académico de Viseu. Não conheço nenhum. Procurei pelo menos um apelido que me fizesse lembrar um dos craques de infância. Nada. Não encontrei uma réstia do passado. O Académico de Viseu é o meu Cinema Paraíso, sem beijos mas com a mesma lágrima ao canto do olho e nó na garganta.
(Parabéns ao Académico de Viseu e aos seus adeptos, como eu, especialmente aos meus amigos Zé, Almeida e Carlos)
Lembro-me de ir a Lordelo com o meu pai, na nossa 4L, ver o último jogo da liguilha que nos levou pela primeira vez à primeira divisão. Um golo de Pedro Paulo deu-nos o empate. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Procurei saber quem são hoje os jogadores e o treinador do Académico de Viseu. Não conheço nenhum. Procurei pelo menos um apelido que me fizesse lembrar um dos craques de infância. Nada. Não encontrei uma réstia do passado. O Académico de Viseu é o meu Cinema Paraíso, sem beijos mas com a mesma lágrima ao canto do olho e nó na garganta.
(Parabéns ao Académico de Viseu e aos seus adeptos, como eu, especialmente aos meus amigos Zé, Almeida e Carlos)
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
Hegel à capelada
Vi quatro penalties. Relativamente a todos eles, já vi marcar por muito menos. O problema não está na não marcação de qualquer um deles. Ninguém espera que um árbitro marque quatro penalties a favor de uma equipa num só jogo, mesmo que essa equipa seja o Benfica. O que não se espera é que não consiga marcar nenhum deles.
Mas as coisas não se ficaram por aí. Várias faltas não foram marcadas em lances de contra-ataque. Entradas de sola e pisões nos adversários sem amarelo e por aí fora. Ainda me lembro de um canto transformado em pontapé de baliza logo seguindo de um pontapé de baliza transformado num canto do outro lado.
Alterações quantitativas de certa dimensão geram alterações qualitativas. É pura e simples aplicação da dialética Hegeliana. Um erro é uma coisa. Dois ainda podem ser puros e simples erros. A partir de um certo número, um erro deixa de ser um erro e passa a ser outra coisa. Foi o que se passou no jogo contra o Benfica. Não sei se perante uma situação destas o Hegel recorreria à sua dialética. Porventura procuraria resolver o assunto à capelada também.
Mas as coisas não se ficaram por aí. Várias faltas não foram marcadas em lances de contra-ataque. Entradas de sola e pisões nos adversários sem amarelo e por aí fora. Ainda me lembro de um canto transformado em pontapé de baliza logo seguindo de um pontapé de baliza transformado num canto do outro lado.
Alterações quantitativas de certa dimensão geram alterações qualitativas. É pura e simples aplicação da dialética Hegeliana. Um erro é uma coisa. Dois ainda podem ser puros e simples erros. A partir de um certo número, um erro deixa de ser um erro e passa a ser outra coisa. Foi o que se passou no jogo contra o Benfica. Não sei se perante uma situação destas o Hegel recorreria à sua dialética. Porventura procuraria resolver o assunto à capelada também.
Domingo, 21 de Abril de 2013
À Capela
Depois de percorrido todo o kamasutra era preciso inovar. Foi à capela e, para os devidos efeitos, foi muito bem. Como dizia o Jorge Jesus, o Benfica estava bem preparado para as dificuldades que o Sporting pudesse causar. As coisas costumam ser assim e, pelos vistos, não há razão para que assim não continuem a ser.
(O Maxi Pereira acabou o jogo. O Maxi Pereira nem o amarelo viu. O Maxi Pereira é o homem do jogo)
(O Maxi Pereira acabou o jogo. O Maxi Pereira nem o amarelo viu. O Maxi Pereira é o homem do jogo)
Sábado, 20 de Abril de 2013
Brutal
Mais um grande jogo da nossa equipa de futsal. O Benfica é uma excelente equipa, mas o Sporting deixa qualquer adversário à beira de um ataque de nervos. Os jogadores são bons. Os dos adversários não são piores. Só que o treinador transformou um conjunto de jogadores numa verdadeira equipa. O todo é muito superior à soma das partes.
As modalidades amadoras são fundamentais para potenciar a relação entre os adeptos e o clube. O que faz o Sporting grande não são os jogadores, a direção, os treinadores e por aí fora. Esses vão passando. O que faz o Sporting um grande clube nacional são sobretudo os adeptos. Espero que não se desinvista nas modalidades amadoras. Hoje, desportivamente, só ganhámos um jogo, que nem sequer era decisivo. No coração dos adeptos ganhou-se mais uma razão para se ser do Sporting.
(Há uma má prática nas campanhas eleitorais, que é a de arrebanhar o apoio de antigos jogadores a troco de uns empregos bem remunerados depois sem se saber para fazer bem o quê. Não sei, nem ninguém sabe ao certo, quanto ganham e o que fazem ex-jogadores como o Manuel Fernandes, o Beto, o Vidigal, o Nelson ou o Tiago (para não se falar do Dominguez e do Pedrosa a fazerem de conta que são treinadores). Era bom que nos explicassem quanto é que ganha toda esta gente e o que é que fazem para o merecer. Como diria o Vítor Gaspar, há aí umas poupanças a fazer, que bem úteis podem ser para se potenciarem as modalidades amadoras)
As modalidades amadoras são fundamentais para potenciar a relação entre os adeptos e o clube. O que faz o Sporting grande não são os jogadores, a direção, os treinadores e por aí fora. Esses vão passando. O que faz o Sporting um grande clube nacional são sobretudo os adeptos. Espero que não se desinvista nas modalidades amadoras. Hoje, desportivamente, só ganhámos um jogo, que nem sequer era decisivo. No coração dos adeptos ganhou-se mais uma razão para se ser do Sporting.
(Há uma má prática nas campanhas eleitorais, que é a de arrebanhar o apoio de antigos jogadores a troco de uns empregos bem remunerados depois sem se saber para fazer bem o quê. Não sei, nem ninguém sabe ao certo, quanto ganham e o que fazem ex-jogadores como o Manuel Fernandes, o Beto, o Vidigal, o Nelson ou o Tiago (para não se falar do Dominguez e do Pedrosa a fazerem de conta que são treinadores). Era bom que nos explicassem quanto é que ganha toda esta gente e o que é que fazem para o merecer. Como diria o Vítor Gaspar, há aí umas poupanças a fazer, que bem úteis podem ser para se potenciarem as modalidades amadoras)
Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
Meia dúzia de redatores à beira de um ataque de nervos
Alguma imprensa desportiva, solidária com o nosso clube, como sempre, anda ansiosa em encontrar-nos, ainda esta semana, um treinador. Devemos agradecer tal urgência pois parece-me que Benfica e Porto também irão precisar de um. De qualquer modo, fica o sinal de alguma ansiedade que alguns pasquins não disfarçam. Deviam fazer como diz Esopo: «um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade.»
Ainda se
engasgam.
Terça-feira, 16 de Abril de 2013
Afinal havia outro
Esta é dedicada ao caro Leão F****. Não me passou despercebida
a sua dedicação ao Helder Postiga, nem o seu esforço estatístico para comprovar
as valias desse avançado, ou o ritmo matemático como bate o seu coração quando
se fala em alguns avançados proscritos (Djaló por exemplo).
Aqui fica um pequeno incentivo.
Caro Leão f**** para os Postigas parece que existe “dinastia”, a estatística vai ter que
continuar...
O Sporting deslocou-se este domingo a Setúbal onde
goleou o Vitória local por 5-0, em jogo da 8.ª e antepenúltima jornada da
segunda fase de juvenis. O herói do
encontro foi o avançado José Postiga, irmão de Hélder, que apontou um
hat-trick em apenas 10 minutos (10’, 17’ e 20’). Lisandro Semedo (72’) e Lucas
Jamanca (74’) apontaram os outros golos dos leões.
Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
Deixar de andar atrás do Mourinho perdido
Não gosto do Jesualdo. Mas é somente uma questão de gosto. Faz-me lembrar um membro da STASI. Não é por nada, é só pela cara.
Agora, o homem tem méritos na melhoria do jogo do Sporting. Não percebo nada disto, mas há coisas que parecem evidentes e outras, menos evidentes, também têm uma explicação.
Salta aos olhos de qualquer um que o posicionamento da defesa melhorou muito. Sobe quanto tem de subir e desce quando tem de descer de forma sincronizada e coerente. Os espaços relativamente ao meio-campo diminuíram. A equipa está mais compacta. Ainda há um ou outro disparate, como o do Rojo no segundo golo do Braga, que vai pressionar um avançado para a lateral deixando imediatamente o centro de defesa em igualdade numérica com os avançados. Mas até a inclusão do Rojo procuro compreender. A entrada dele faz com que o Dier possa jogar no meio-campo, ganhando a equipa em altura. Aliás, a equipa deixou de ser tão atarracada.
No meio-campo também há melhorias. O Rinaudo deixou-se de tretas e passou a fazer o que lhe compete, que é estar mais sossegado na posição de trinco e a soltar a bola com ponderação. Deixou-se de correrias e de passes de risco e vagamente inconsequentes. Perde-se menos a bola, mesmo que às vezes as jogadas se transformem numa grande xaropada. Falta o tal 10 e quanto a isso não há muito a fazer. O André Martins faz o que pode mas não sei se pode o suficiente naquela posição. Mesmo assim, é melhor do que o Adrien naquela posição.
Os extremos deixaram de ser tão extremos. No último jogo, era claro o posicionamento mais em zonas interiores, nomeadamente o Bruma (há mais espaço, assim, para os laterais subirem sem andarem todos aos encontrões). O Capel joga do lado direito, o que o impede de continuar a fazer correrias para a linha e a centrar sem saber como é que estão posicionados os defesas e avançados. Aprendeu a esperar pelo lateral e a tomar decisões mais acertadas, deixando de atirar bolas para a cabeça dos defesas ou pela linha final. Quem ganha com isto tudo é o Wolfswinkel. Começa a ser servido em melhores condições e não é necessário que continue a correr de um lado para o outro como um desvairado.
Isto é o que vejo.O que se vê pressupõe sempre um entendimento. Outros verão outras coisas e coisas diferentes, porque têm outros entendimentos. No limite pode não existir qualquer entendimento. Mas se houver, é porque tudo isto é preparado nos treinos. Se assim for, esperemos que o BdC compreenda, contrariamente a outros, que uma equipa de futebol profissional não pode ser entregue a amadores; que não podemos andar sistematicamente atrás do nosso Mourinho perdido.
Salta aos olhos de qualquer um que o posicionamento da defesa melhorou muito. Sobe quanto tem de subir e desce quando tem de descer de forma sincronizada e coerente. Os espaços relativamente ao meio-campo diminuíram. A equipa está mais compacta. Ainda há um ou outro disparate, como o do Rojo no segundo golo do Braga, que vai pressionar um avançado para a lateral deixando imediatamente o centro de defesa em igualdade numérica com os avançados. Mas até a inclusão do Rojo procuro compreender. A entrada dele faz com que o Dier possa jogar no meio-campo, ganhando a equipa em altura. Aliás, a equipa deixou de ser tão atarracada.
No meio-campo também há melhorias. O Rinaudo deixou-se de tretas e passou a fazer o que lhe compete, que é estar mais sossegado na posição de trinco e a soltar a bola com ponderação. Deixou-se de correrias e de passes de risco e vagamente inconsequentes. Perde-se menos a bola, mesmo que às vezes as jogadas se transformem numa grande xaropada. Falta o tal 10 e quanto a isso não há muito a fazer. O André Martins faz o que pode mas não sei se pode o suficiente naquela posição. Mesmo assim, é melhor do que o Adrien naquela posição.
Os extremos deixaram de ser tão extremos. No último jogo, era claro o posicionamento mais em zonas interiores, nomeadamente o Bruma (há mais espaço, assim, para os laterais subirem sem andarem todos aos encontrões). O Capel joga do lado direito, o que o impede de continuar a fazer correrias para a linha e a centrar sem saber como é que estão posicionados os defesas e avançados. Aprendeu a esperar pelo lateral e a tomar decisões mais acertadas, deixando de atirar bolas para a cabeça dos defesas ou pela linha final. Quem ganha com isto tudo é o Wolfswinkel. Começa a ser servido em melhores condições e não é necessário que continue a correr de um lado para o outro como um desvairado.
Isto é o que vejo.O que se vê pressupõe sempre um entendimento. Outros verão outras coisas e coisas diferentes, porque têm outros entendimentos. No limite pode não existir qualquer entendimento. Mas se houver, é porque tudo isto é preparado nos treinos. Se assim for, esperemos que o BdC compreenda, contrariamente a outros, que uma equipa de futebol profissional não pode ser entregue a amadores; que não podemos andar sistematicamente atrás do nosso Mourinho perdido.
Sexta-feira, 12 de Abril de 2013
Já esfolaram o bicho até ao fim?
“Quem ler as contas auditadas do clube percebe que está tudo dado como
garantia. Por muito dinheiro que entre no Sporting, se as pessoas não
quiserem, não há nenhum. É a situação que vivemos”, declarou, a dado
momento, o presidente “leonino”.
Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
Quem semeia ventos colhe Barbosas
[Está tudo dito]
"Os jornalistas não são flores de estufa, mas convidar
adeptos para conferências de imprensa é uma intimidação medieval, tratá-los
como idiotas é uma idiotice e desmentir o que membros do próprio clube haviam
confirmado é falta de ética. Bruno de Carvalho vai mesmo seguir esse caminho?"
Pedro Santos Guerreiro
Terça-feira, 9 de Abril de 2013
Futebol é lindo. O resto é conversa!
Obrigado aos deuses por me deixarem ter assistido a mais um
excelente jogo.
Mais do que adepto de um clube, assumo, eu gosto é de ver um
bom jogo de futebol.
Nos últimos anos é exagerada a oferta de jogos, mas bons e
emotivos como estes, são muito raros.
Não torcia particularmente por ninguém.
Inconscientemente, talvez tivesse uma certa tendência de indisfarçável origem
judaico-cristã que me leva sempre a uma ligeira inclinação pelos mais
"fracos" ou pobrezinhos, neste caso, o Galatasaray. Não
torço por portugueses simplesmente pelo facto de o serem, isso
obrigar-me-ia a andar por aí a defender as maiores bestas-quadradas apenas
porque partilhamos o mesmo retângulo de nascimento e não apenas no futebol.
Seja como for, parti para ali para ver futebol e foi isso
que vi. Entrega, Esforço, Solidariedade. Magia. Sorte. Tática e estratégia.
Fair-play. E golos, muitos golos.
Adorei o "velho" Drogba combatente e
aguerrido como sempre. A arte de régua e esquadro de um Sneijder que mais parece um
arquiteto da bola ou do Ozil. A veia predadora do Ronaldo. O golo de raiva do Eboué. Vi
humildade das vedetas a trabalharem no duro quando foi preciso, vi a ousadia
daqueles que tardam em vender a derrota e que lutam até ao fim. Foi lindo. Foi
justo. Foi raro. Tive saudades de quando via o meu Sporting metido nestas
guerras.
Lá voltaremos
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